Uma imagem e um sonho



Sonho de Valsa - Marcio Melo

E a trilha sonora:


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"Seres luminosos somos nós, não esta matéria rude"




Tem gente que é tão ligado ao mundo material e as limitações que foram programadas em suas mentes que certas coisas são impossíveis de se fazer ou acontecer para elas. Outro dia estava lendo no Papo de Homem um post que falava sobre atiradores de elite e comentei com meus colegas de trabalho sobre as marcas que o candidato a essa profissão precisava alcançar no treinamento para se tornar um.

Minha colega de trabalho não acreditou quando falei que uma dessas marcas era pular um muro de 2,8m (segundo o post). Foi então que o papo ficou mais intenso com direito a medir a parede da sala para se ter uma referência e imaginar a estimada altura dos 2,8 metros.
O caso é que na cabeça dela e na de muitos por ai, um homem (ou mulher, rs) não é capaz de saltar um muro tão alto. Lembro que ainda cheguei a comentar sobre a prática física do Le Parkour e das capacidades físicas de seus praticantes, mas muitos não acreditaram.

Muitos também não acreditam no Ki (Chi para os chineses), a Força Vital presente nos seres vivos e também entre eles. E por não acreditarem no Ki nunca irão descobrir o que podem fazer com seus corpos quando estes estão harmonizados e sintonizados com esta energia, como também não irão descobrir os benefícios que essa prática traz.

O vídeo abaixo é uma compilação de proezas que Damien Walters, ginasta e praticante de Le Parkour, é capaz de realizar. Observem o domínio que ele possui da mente sobre o corpo.




Não sei se Damien tem conhecimento sobre o Ki e a pratica do exercício de senti-lo e de se harmonizar com ele. Mas as proezas dele provam o quanto o ser humano pode ter controle sobre seu corpo e que pular um muro de 2,8m é uma coisa insignificante se formos analisar todo o potencial que podemos ter.

Quando as pessoas irão despertar e notar que somos espíritos que possuem corpos e não corpos que possuem espíritos?


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A Torre (você já saltou da sua?)




Gosto muito de música instrumental, não que não escute músicas com letras, prova disso é minha paixão pelo O Teatro Mágico que declarei no post passado. Mas música pra mim antes de ter boa letra deve ter boa melodia, e nas instrumentais isso é fácil de se encontrar devido ser o maior atrativo da música (lógico!). Dentre as instrumentais que ouço constantemente sempre estão faixas de Yanni, Vanessa Mae e outros.

Em 2005, durante uma das minhas andanças pela internet descobri uma artista que segue a mesma linha da Vanessa Mae. Linda Brava, ou Linda Lampenium, como era conhecida na época a violinista loira finlandesa que toca diversos gêneros musicais. Após baixar o album single (disponibilizado na internet na época) e escutar a segunda faixa, intitulada Flame, minha mente se encheu de imagens e inspirações súbitas e foi quando escrevi o texto que segue abaixo e que na época tinha publicado no meu blog. Segue então "A Torre" (revisado e corrigido, rs):


Uma torre. Alta. Muito alta. Tão alta que não é possível saber onde se inicia quando olho para baixo. Somente nuvens, uma imensidão de nuvens, escondem o chão que deve suporta a base desta torre. Olhar para baixo é algo assustador, parece que a qualquer momento vou cair em uma queda livre sem fim. Mas ao mesmo tempo, algo me chama. Algo me faz sentir que posso saltar. Uma sensação estranha e sutil, mas que dá uma leve segurança.

O vento aqui em cima é muito forte. Certas horas dá a impressão de que ele tenta me empurrar, como se meu lugar não fosse ali. Procuro por outros meios para descer, mas não há. Me pergunto como vim parar aqui. Olho para baixo e novamente a sensação de medo e angústia acompanhados da certeza de que só há uma coisa a ser feita. Estou com certeza em uma prisão sem paredes e a única forma de escapar dali, é saltando.

Me aproximo mais da beirada, junto os pés, o coração começa a acelerar, ergo a cabeça, abro os braços, respiro fundo, fecho os olhos e deixo a gravidade fazer o que ela sabe fazer de melhor. Agora é tarde para voltar atrás. Meu corpo cai livre e solto. O frio na barriga é inevitável. A sensação de insegurança, aterrorizante. Ao meu lado, as paredes laterais da torre sobem cada vez mais rápido e em pouco tempo, estou no meio das nuvens. Por um instante me sinto um pouco melhor. Ficar entre as nuvens, sem noção de onde estou, dá uma falsa sensação de liberdade, um falso bem estar.

Mas logo as nuvens passam e novamente o medo toma conta de mim. Desta vez é mais intenso, pois já consigo ver meu destino. O solo, aquele que antes nem era possível ver, agora estava ali diante dos meus olhos e se aproximando. Sabia agora que estava perto do meu fim e que logo mais tudo aquilo acabaria. Diversos pensamentos passavam pela minha cabeça rapidamente e de repente me veio aquela sensação de que poderia sair dessa situação, que se eu quisesse mesmo com toda minha vontade poderia mudar esta realidade.

Sim, eu posso. Por que não? Eu faço parte dessa realidade, desse mundo. Posso senti-lo. Sim eu consigo senti-lo como o vento que passa por meu corpo. Fechando os olhos consigo sentir mais. Sinto a torre, sinto a luz, os pássaros que voam próximos a torre. É incrível! É como se eles fizessem parte de mim. E fazem! Estamos todos ligados por uma espécie de energia que pulsa.

Agora posso ver. Tão claro quanto o dia ensolarado que está fazendo hoje. Não há porque cair. Não há porque temer morrer. Eu faço parte de todo esse mundo, e todo ele faz parte de mim. Não estou mais caindo. Não quero mais cair. Quero voar. Livre como pássaro. Voar como super-herói de capa, ou como Peter Pan. E por somente querer, estou assim, voando. Leve como uma pena a ser levada pelo vento. A sensação é indescritível. É pura liberdade.

Os pássaros que antes voavam próximos a torre agora me acompanham. Estão tão próximos de mim. Batendo suas asas. Olham-me com um ar de boas vindas. Como estivessem satisfeitos por um amigo ter voltado de uma longa viagem. Continuamos juntos, agora voando sobre a superfície de uma grande lagoa. O espelho de água revela aos meus olhos o que meu ser já tem conhecimento. Estou realmente solto no ar.

Ao prosseguir com minha experiência, me deparo com um campo florido grande e vislumbroso. Formando praticamente um mar de flores de diversas cores e tipos.
Uma área menor com o que aparentam ser dentes-de-leão se destaca no meio deste campo. Como se fosse uma pequena ilha branca. Aproveito para brincar um pouco e dar alguns rasantes entre os dentes-de-leão fazendo suas leves pétalas se soltarem e se espalharem pelo ar. A cena é linda. Por uns instantes lembra a neve. Mas ao invés de cair, flutuam juntos ao ar.

Eis que escuto uma rajada de vento próximo a mim. Um falcão passa em alta velocidade, soltando um grande guincho, me desafiando para uma espécie de duelo de vôo aéreo. Aumento minha velocidade então e começo a segui-lo. Voando por algumas colinas, a ave parece determinada a não perder a liderança, no entanto, consigo acompanhá-lo mesmo voando tão rápido. Suas asas batem de forma harmoniosa e cortam o vento como uma faca. Nossa brincadeira continua e se torna mais emocionante no momento em que penetramos em um bosque. Passando rápido por entre os troncos largos das grandes árvores, ele voa tentando me deixar para trás, mas curiosamente eu já sei todos os seus movimentos. Posso vê-los antes que aconteçam.

Deixando o bosque, ficamos emparelhados. O meu parceiro de vôo me olha profundamente e sinto ele me dar os parabéns. Não por tê-lo alcançado, mas por um mérito muito maior. Algo que não tinha percebido antes. Algo que se não tivesse feito antes, nada disso teria acontecido. Vôo de volta a grande torre e inicio a ascensão ao seu topo. Ao chegar lá, pouso levemente.

De volta ao topo daquela torre vejo que não sinto mais frio. Não sinto mais medo. Não me sinto mais preso. Agora sou livre, posso traçar meu rumo e seguir meu caminho. Mas nada disso seria possível se não estivesse estado ali antes e enfrentado o medo. O medo de mudar. O medo de enfrentar algo que nunca havia enfrentado. De querer sair dali. De querer viver. De querer ser livre.

Agora é hora de procurar e enfrentar outros medos. Pois agora sei para que eles servem e que sem eles a vida não teria sentido. Faço-me ficar leve novamente e meus pés não tocarem mais a torre. E sem saber qual o meu próximo destino, mas com a certeza plena de que em algum lugar chegarei. Inicio meu próximo vôo deixando para trás a alta torre.


Para quem ficou curioso com a música que fez minha mente pulsar e gerar as imagens que descrevo no texo, segue ele para escutar:



PS: Ainda faço um curta desse ímpeto.


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Tô precisando de magia




No final do ano passado (2008), depois de um bom rebuliço que houve na minha vida, tive a felicidade de reaver os laços de convívio com meus primos pernambucanos que a um tempo estavam distantes apesar de morarmos na mesma cidade.

Além desse grande presente, ganhei de bônus da minha prima o som de uma trupe que me conquistou logo de cara com suas músicas de letras pensantes e melodias deliciosas, O Teatro Mágico.

Desde lá tenho ouvido suas músicas constantemente e assistido seus DVDs. Viciei mesmo no negócio. Também não tem como. Hoje por exemplo pela manhã estava meio cabisbaixo com algumas coisas. A vida nem sempre é da forma como a gente quer, não é verdade? E as vezes a gente fica meio inconformado com isso e consequentemente triste.

Mas ai me lembro:

Camarada, d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve
Por enquanto nos deixou
Camarada, viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor

Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor
E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou


Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Você é riacho
E acho que teu rio corre pra longe do meu mar
Mar marvado seria o rio
Que correndo do meu riacho
Levaria o que acho
Pra onde ninguém pode achar

Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia?

Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou


E lembro das qualidades que tenho, de como a vida é simples e a gente que complica a coisa e de como é bom viver cada momento único de nossas vidas.
As coisas não estão boas? Não vão como você quer? DANE-SE!!! Vá cantar, respirar, observar, beijar, abraçar, apertar mãos... VAI VIVER CARAMBA!!!

A gente se prende demais as coisas fúteis da vida, podendo se prender as coisas pequenas e que realmente importam.

Não sentiu nada demais? Que tal escutar a música?


Mas e o título desse post? Aaaahhhh sim, é mesmo. É porque nunca mais eles fizeram show aqui em Fortaleza. Estou sentindo falta da magia deles ao vivo, de cantar brincando Zazuleijo, morrer de amores em Ana e o Mar, cortejar com Prato do Dia e outros. Estou pensando seriamente em correr atrás de encontrar uma forma de trazer eles pra cá novamente.


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Energia sob o sol e a lua.



O celular estronda pelo meu quarto o toque de despertar militar tocado em corneta. Cinco horas da manhã. Pela janela passa aquela claridade fraquinha do sol que está por nascer. Desativo o despertador do celular sentado a cama e ainda me admiro como esse toque me faz levantar disposto apesar do susto. Uma rápida alongada ainda na beira da cama faz a energia fluir melhor no corpo e por conseguinte a musculatura acordar. Vou ao banheiro lavar o rosto, escovar os dentes e ao me deparar com minha imagem refletida no banheiro, mentalizo um "bom dia garoto, vamos começar a brincadeira". De volta ao quarto, visto minha roupa, calço o tênis. Cartucheira na cintura, carteira com documentos e o mp3 player. Nada de celular, se alguém me liga a uma hora dessas da manhã pode apostar que o considerarei insano o suficiente para que não atenda-o a esta hora do dia.

Saindo de casa ligo o mp3 player e coloco um som que ajude meu Saika-Tanden (ou Manipura como outros preferem chamar) a vibrar e captar a energia ao meu redor e se harmonizar com ela. E assim começo a caminhar. A cada passo o corpo mostra sua disposição, a energia começa a fluir. Observo as pessoas na rua, aquelas que estão aqui e as que acreditam que ainda estão, umas também caminhando como eu, outras nos seus afazeres domésticos e outras já saindo para o trabalho diário.

E quando a energia começa a fluir com mais intensidade, e o corpo em pleno movimento é que sinto algo diferente. A energia hoje está renovada. É interessante senti-la assim. É como o ar puro e limpo que se respira após uma chuva. Ela vibra, entra e sai do meu corpo físico e astral. É uma ligação única e que resulta em um controle maior do corpo. Um controle que somente neste momento me permite fazer coisas que outra hora não consigo. Os saltos são mais altos assim como as aterrissagens mais suaves. Os rolamentos no chão são redondos e sem danos. O medo de cair ou de se machucar é trocado pela certeza plena de que tais acidentes não irão acontecer.
A musculatura trabalha toda em conjunto como a musculatura de um felino em plena ação. É perfeito e único.

Mas como tudo neste mundo é um ciclo, assim como as ondas que vem e vão no praia, chega o momento de cessar as atividades intensas e começo a desacelerar o rítimo. Cesso com os saltos sobre os obstáculos para em seguida ir diminuindo a velocidade na qual corro. Ao voltar para a caminhada, a respiração continua ofegante, os músculos começam a relaxar e apesar de cansado noto o corpo todo pulsando. Aquela energia ainda corre por ele, porém agora ela o prepara para retornar a essa fase de atividade menos intensa.

A paz se instala, uma sensação de leveza toma de conta de mim. É durante esse momento que olho para o céu e percebo o sinal do motivo daquela energia ter fluido em tão boa harmonia. De um lado o sol do amanhecer com toda sua luz sorri com um brilho único acima da linha do horizonte. Do outro lado a lua ainda se faz presente e com reflexo intenso. O posicionamento dos dois perante a mim, um de cada lado, formando a triangulação perfeita da equação divina. A equação universal que poucos conhecem e que quando presente neste plano produz o equilíbrio da energia vital que nos circunda.

E hoje eu fiz parte dessa equação.


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Puta que lá merda!!!



E ontem eu estava afim de um programa leve, um teatro, cinema ou coisa do tipo.
Acabei indo ao cinema com uma prima e amigos. Não sabia ainda o que íamos assistir. Íamos decidir lá. Dentre as opções que estavam em cartaz e que eu ainda não tinha visto estavam Harry Porter, A Proposta, Halloween - O Início, Mulher Invisível (Deus me livre da Luana Piovanni) e um que até então não tinha ouvido falar, O Contador de Histórias.

O cartaz, branco e com algumas imagens do filme em recorte, passou inicialmente a impressão de que lá iria eu assistir mais um filme água com açúcar novamente. Qual não foi minha surpresa na sala de projeção ao me deparar com uma história dramática, mas ao mesmo tempo envolvente e contada de uma forma única.

Pra você que nunca ouviu falar, olha a sinopse oficial:
Minas Gerais, anos 70. Nascido em uma favela de Belo Horizonte , filho caçula de dez irmãos, aos seis anos de idade Roberto Carlos Ramos foi "escolhido" pela mãe para ser interno em uma situação oficial que, segundo a propaganda da TV, preparava crianças para serem "médicos, advogados, engenheiros".

A realidade se revelou , no entanto bastante diferente para o menino até então criado em uma família e dotado de pródiga imaginação. Apesar das dificuldades em ser alfabetizado, o pequeno Roberto logo aprendeu as leis da sobrevivência na instituição: problema de aprendizado rendia um biscoito, falar palavrão impunha moral, fingir doença, um naco extra de comida. Para driblar a adversidade, Roberto usa seu melhor instrumento: a incrível capacidade de criar situações e imagens para transformar a realidade.

Na adolescência, Roberto muda de instituição onde as leis são ainda mais duras e incluem violência psicológica, castigos corporais e uma total ausência de esperança ou possibilidade de mudança. Roberto e alguns internos logo descobrem o caminho das ruas, das drogas e dos pequenos delitos. Em busca de segurança, Roberto tenta associar-se a um grupo ainda mais violento. Aos 13 anos, ainda analfabeto, depois de mais de 100 tentativas de fuga, separado da família, Roberto carrega o estigma de "irrecuperável".

Em visita à instituição, a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros) aproxima-se de Roberto com duas expressões que jamais lhe foram dirigidas - "com licença" e "por favor". Este foi o começo de uma emocionante e bem-sucedida história de afeto e dedicação que rendem frutos até hoje: Roberto Carlos Ramos, formado em pedagogia é considerado um dos melhores contadores de história do mundo. Depois de formado, voltou à instituição em que cresceu - mas como professor. E já adotou mais de 20 meninos de rua, muitos, de início, "irrecuperáveis", como ele foi.


Acredite, a sinopse apesar de grande e bem reveladora não faz o filme perder seu encanto. Já tinha visto a história de Roberto Carlos Ramos durante sua entrevista no Programa do Jô a um tempão atrás. Difícil é acreditar como uma pessoa que passou por tudo que ele passou, possa ser tão simpática e carismática o quanto ele se apresentou no programa e se apresenta no final do filme enquanto rola os créditos na tela.

Verdadeiramente uma lição de vida e uma prova de que para o verdadeiro amor não há barreiras que não possam ser quebradas. Assista o trailler e pegue o gostinho:



E então? O que ainda está fazendo ai? Desliga logo o computador e vá logo ao cinema. Além de prestigiar o nosso cinema nacional (que está cada vez mais ficando melhor) você ainda vai ver uma excelente história.

Bom filme. ;)

PS: Desculpa o palavrão do título da postagem, mas puta que lá merda que filme bom! Rs.


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E de súbito veio aquele ímpeto e o ímpeto veio de súbito



Comecei e recomecei, e parei e recomecei de novo. Quando chegarei ao fim? Sei lá. Mas parar não vou. Ao menos enquanto o entusiasmo insistir em nascer do nada e por mais que para o nada ele sumir.

Me chamo Elan. O "EL" herdado do nome de minha mãe, Elisabete, e o "AN" do nome do meu pai, Antonio. Por pouco meu nome não é Anel. Sorte minha que eles usaram do bom senso e não deram ouvidos a uma tia que insistia que o nome do pai devia vir em primeiro lugar.

Elan. Não Elano, Alan, Alano, Delano ou até mesmo Elândio como uma vez me chamaram.
Mas o que diabos é Elan?


Aurélio
s.m. (pal. fr.) Arroubo súbito e passageiro. / Entusiasmo; disposição: continuo trabalhando mas sem aquele élan de outrora.

Wikcionário
do Francês, élan. Elã, ímpeto.


O curioso? É que sou exatamente assim, entusiasmado, disposto e com ímpeto, mas algumas vezes é só "fogo de palha". Morro logo. Não termino. Porém as coisas vem melhorando e mudando com o tempo. Noto que a cada avançar do ponteiro consigo melhorar essa falha.

E o que tem haver? Bom, é de mais um desses meus ímpetos súbitos que nasce agora o Ímpeto Súbito, esse blog que acolherá meus pensamentos e opiniões em forma de palavras. Um blog que apesar de estar na internet, um espaço público, não tem o objetivo de se tornar conhecido a grande massa e sim aos amigos e pessoas mais próximas a mim e a quem tenho consideração.

E que esta mais nova empreitada (eita) não seja vítima da minha falha humana e que não caia no esquecimento.


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