Mudei

Mudanças sempre são uma necessidade.
E devido a diversas necessidades minhas, mudei de endereço.
Agora meu blog se encontra em:

http://impetosubito.elanlopes.com.br

Lá, por ser um espaço totalmente meu, terei mais liberdade para criar e colocar para fora todos os meus ímpetos súbitos de diversas formas além das textuais.

Portanto, clique no link acima para acessar e continuar a me acompanhar.

Grato a todos vocês.


Leia mais!

Voa coração



Voa coração
Sem medo dos céus alcançar
Bate tua pulsação
Pois só pulsando tuas asas
Vôo consegues alcançar

Voa coração
Voa livre e solto sem parar
Como criança inocente
Brincando contente
No parque a balançar

Voa coração
Plana essa emoção
Voas alto e sem receio
E da queda
Não tenhas medo

Pois só voando e caindo
Cansando e se ferindo
A liberdade do amor
Irá encontrar

Imagem: Tanísia


Leia mais!

Manual Prático do Folião Doente



Já passou os quatro dias de carnaval em casa, doente, sem dinheiro, sem computador e sem muita comida na despensa? Pois é, eu passei. E a experiência me rendeu uma crônica que escrevi em 2004, no meu antigo blog, e que agora reeditei, revisei e agora publico aqui no meu blog atual. Sei que o carnaval ainda está longe, mas se você gosta e pretende curtir os quatro dias de folia, seria bom dar uma lida e pensar duas vezes antes de fazer qualquer atividade que exija mais de você na semana que antecede a popular festa da carne.


Mais um feriadão de carnaval começando. O Brasil em peso se preparando para cair na folia e você triste em casa com o nariz abarrotado de secreção, a pele quente a ponto de fritar um ovo e uma moleza no corpo que mais parece que passaram com um rolo compressor sobre ele. É meu amigo, quem mandou fazer serão durante os cinco dias que antecedem a festa pagã que todo cristão adora comemorar? Agora está ai, com cara de hamster engaiolado escutando o “Segura o Tchan” do vizinho nas alturas enquanto observa o mesmo entupindo o carro de malas e quinquilharias para passar o feriadão na casa de praia.

Pode parecer que tudo está perdido, mas mantenha a calma e siga algumas instruções que te ajudarão a passar os cinco dias de folia sozinho, dentro de uma casa, sem um carro para se locomover, sem computador para acessar a internet ou passar o tempo e tendo apenas um aparelho de DVD, além da TV, como fieis companheiros.

Sábado é o primeiro e o melhor dia daqueles que estão por vir, pois o comércio normalmente fica aberto até meio-dia e você deve aproveitar e reunir todas as forças que ainda te restam para ir até a farmácia e comprar (no cartão, lógico) os remédios que imagina precisar no carnaval. Se você for hipocondríaco, está ferrado, vai querer levar a farmácia toda, mas se esse não é seu caso opte pelo kit básico composto de analgésicos, vitaminas e um bom pote de unguento. Passe também na vídeo locadora para alugar metade da mesma. Brinco. Seis filmes são o mínimo. Leve aqueles que possuem dois discos com muito bônus pois acredite, você terá tempo suficiente para assistir a todos eles.

No segundo dia, domingo, comece acordando para lá das onze horas. Aliás, faça dessa uma regra a ser cumprida todos os dias. Assim, o dia fica mais curto e seu sofrimento passa mais depressa. Outra regra crucial é sentir-se satisfeito em comer arroz com ovo, o velho “bife do olhão”. Esse será seu almoço ao menos durante os próximos dias. Sobremesa? Rapadura. Não tem coisa melhor. É doce, você aguenta comer só dois pedaços e por esse motivo rende à beça. Faça proveito ao máximo da programação da TV. Se esforce. Você descobrirá que o “Domingo Legal” ainda pode ser um pouco cultural e que as piadas do “Faustão” ainda podem fazer sentido. Caso não suporte, aplique dois filmes alugados na veia, ou melhor, no aparelho de DVD.

Segunda-feira, terceiro dia. Quando é que você imaginaria passar o dia de pernas pro ar no início de uma semana? Agracie-se com esta benção. Assista o restante dos filmes alugados e inclusive as novelas da Rede Globo. Não se preocupe se você não as acompanha, elas são todas iguais. Tome aquele banho bem demorado de três horas e retire a crosta de unguento que a essa hora deve ter formado uma placa peitoral em seu corpo. Se estiver mais disposto, coloque aquele CD de música dançante no aparelho de som e dance-o com o volume no último nível. Não se preocupe. Você não terá chateações com os vizinhos, estão todos viajando mesmo, e nem muito menos com alguém rindo da sua dança desengonçada.

Já na terça-feira você se verá diante do dia mais crítico, pois já viu e decorou todos os filmes que alugou, não aquenta ver mais televisão e muito menos comer arroz com ovo. Não, não se mate ainda. A regra de ouro é lembrar que amanhã é quarta-feira e o seu sofrimento acabará a partir do meio-dia. Já que deve se sentir mais disposto após os dias iniciais de descanso, arranje o que fazer. Sempre se tem algo para consertar ou arrumar. Em todo caso faça aquela faxina geral na casa. Deixe a cozinha e o banheiro brilhando e não se esqueça de dar banho nos animais de estimação. Isso irá ocupar toda a sua tarde. A noite releia aquele antigo livro de que você tanto gosta até os olhos pesarem.

E até que enfim termina o seu sofrimento. Chega a quarta-feira de cinzas. Se seguir a regra básica de dormir até tarde, após acordar, você só terá tempo suficiente de comer, tomar um banho e sair para o trabalho. Após tanto descanso e morgação, com certeza já estará totalmente recuperado da doença e com uma disposição que te fará trabalhar com empolgação. Após os quatro dias sozinho, você redescobrirá que existe vida fora da sua televisão. Aproveite para se destacar no trabalho já que possivelmente você será o único que não estará com cara de ressaca e, pelo contrário, estará estampando um sorriso de uma orelha a outra.

Ah, não se esqueça da dica de ouro. Durante os quatro dias procure não acompanhar as coberturas das festas de carnaval que as emissoras costumam fazer, o que é quase inevitável. Tais coberturas só irão te deixar com depressão por ver tanta gente bonita se divertindo e fazer você se dar conta do estado em que se encontra.

Bom carnaval!


Leia mais!

Desligado



Certa vez passearam pelas linhas da minha mão. Nela, viram minha vida. "Você viverá muito". E uma velha sensação tomou meu ser. Desconfiado, não quis acreditar. Será mesmo verdade? Quem ela realmente é para me apresentar estas palavras?

De dentro do peito um "Sim" pulsado estende-se por mim. A verdade. Não nas palavras, mas em mim. E esta se faz presente nos meus passos até hoje. E esta se apresentará sempre em mim.

E o barro do meu corpo se sente frágil. Medo maldito. Me desliga. Me deixa só. Neste caminho escuro, tateando e se movendo com cuidado. Sem ver onde chegarei. Me pergunto se conseguirei. Passar por tudo que há por vir. Ver aqueles que eu amo partir. Ver o mundo em que vivo se acabar. E o pior, nunca se achar.

Quando, neste tempo, passarei do brincar para o viver? Quando?
Quando conseguirei retirar a armadura, baixar a espada e apenas fluir?
Quando conseguirei me ver?

Respostas não me vem. Apenas aguardar.
E neste logo caminho, a única coisa que posso fazer é caminhar.


Leia mais!

Uma imagem e uma música




Fallen Angel - Luis Royo



In The Arms Of The Angel
Sarah Mclachlan


Spend all your time waiting
For that second chance
For the break that will make it ok
There's always some reason to feel not good enough
And it's hard at the end of the day
I need some distraction oh beautiful release
Memories seep from my veins
They may be empty and weightless and maybe
I'll find some peace tonight

In the arms of an Angel fly away from here
From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage of your silent reverie
You're in the arms of an Angel; may you find some comfort here

So tired of the straight line, and everywhere you turn
There's vultures and thieves at your back
The storm keeps on twisting, you keep on building the lies
That you make up for all that you lack
It don't make no difference, escaping one last time
It's easier to believe
In this sweet madness, oh this glorious sadness
That brings me to my knees

In the arms of an Angel far away from here
From this dark, cold hotel room, and the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage of your silent reverie
In the arms of an Angel; may you find some comfort here

You're in the arms of an Angel; may you find some comfort here







Leia mais!

Tezcatlipoca



Enquanto o tempo e minhas outras tarefas não me permitem terminar os textos que eu tenho pra postar aqui no blog, segue esse belo curta de animação que encontrei outro dia na internet com o "Lago dos Cisnes" de Tchaikovsky como trilha sonora.


Segundo a Wikipedia:
Segundo uma lenda mexica, relatada pelo frei Andrés de Olmos, à pedido do Sol, os deuses se auto-sacrificaram no processo de criação do universo. Isso aconteceu em Teotihuacan e provocou um grande desespero nos seres humanos, que passaram a vagar à procura de seus deuses, chorando e rogando. Num determinado momento, Tezcatlipoca os encontrou e se compadeceu, orientando-os para que preparassem uma festa, com muita música e preces em sua honra. Finalmente, os deuses voltaram a se comunicar com seus filhos humanos e desde então, as preces e a música se tornaram elementos fundamentais nos cultos da região. Desta forma, Tezcatlipoca é encarado como o deus responsável pela introdução desses elementos, além dos sacrifícios, na religião asteca.


Leia mais!

Uma imagem e um sonho



Sonho de Valsa - Marcio Melo

E a trilha sonora:


Leia mais!

"Seres luminosos somos nós, não esta matéria rude"




Tem gente que é tão ligado ao mundo material e as limitações que foram programadas em suas mentes que certas coisas são impossíveis de se fazer ou acontecer para elas. Outro dia estava lendo no Papo de Homem um post que falava sobre atiradores de elite e comentei com meus colegas de trabalho sobre as marcas que o candidato a essa profissão precisava alcançar no treinamento para se tornar um.

Minha colega de trabalho não acreditou quando falei que uma dessas marcas era pular um muro de 2,8m (segundo o post). Foi então que o papo ficou mais intenso com direito a medir a parede da sala para se ter uma referência e imaginar a estimada altura dos 2,8 metros.
O caso é que na cabeça dela e na de muitos por ai, um homem (ou mulher, rs) não é capaz de saltar um muro tão alto. Lembro que ainda cheguei a comentar sobre a prática física do Le Parkour e das capacidades físicas de seus praticantes, mas muitos não acreditaram.

Muitos também não acreditam no Ki (Chi para os chineses), a Força Vital presente nos seres vivos e também entre eles. E por não acreditarem no Ki nunca irão descobrir o que podem fazer com seus corpos quando estes estão harmonizados e sintonizados com esta energia, como também não irão descobrir os benefícios que essa prática traz.

O vídeo abaixo é uma compilação de proezas que Damien Walters, ginasta e praticante de Le Parkour, é capaz de realizar. Observem o domínio que ele possui da mente sobre o corpo.




Não sei se Damien tem conhecimento sobre o Ki e a pratica do exercício de senti-lo e de se harmonizar com ele. Mas as proezas dele provam o quanto o ser humano pode ter controle sobre seu corpo e que pular um muro de 2,8m é uma coisa insignificante se formos analisar todo o potencial que podemos ter.

Quando as pessoas irão despertar e notar que somos espíritos que possuem corpos e não corpos que possuem espíritos?


Leia mais!

A Torre (você já saltou da sua?)




Gosto muito de música instrumental, não que não escute músicas com letras, prova disso é minha paixão pelo O Teatro Mágico que declarei no post passado. Mas música pra mim antes de ter boa letra deve ter boa melodia, e nas instrumentais isso é fácil de se encontrar devido ser o maior atrativo da música (lógico!). Dentre as instrumentais que ouço constantemente sempre estão faixas de Yanni, Vanessa Mae e outros.

Em 2005, durante uma das minhas andanças pela internet descobri uma artista que segue a mesma linha da Vanessa Mae. Linda Brava, ou Linda Lampenium, como era conhecida na época a violinista loira finlandesa que toca diversos gêneros musicais. Após baixar o album single (disponibilizado na internet na época) e escutar a segunda faixa, intitulada Flame, minha mente se encheu de imagens e inspirações súbitas e foi quando escrevi o texto que segue abaixo e que na época tinha publicado no meu blog. Segue então "A Torre" (revisado e corrigido, rs):


Uma torre. Alta. Muito alta. Tão alta que não é possível saber onde se inicia quando olho para baixo. Somente nuvens, uma imensidão de nuvens, escondem o chão que deve suporta a base desta torre. Olhar para baixo é algo assustador, parece que a qualquer momento vou cair em uma queda livre sem fim. Mas ao mesmo tempo, algo me chama. Algo me faz sentir que posso saltar. Uma sensação estranha e sutil, mas que dá uma leve segurança.

O vento aqui em cima é muito forte. Certas horas dá a impressão de que ele tenta me empurrar, como se meu lugar não fosse ali. Procuro por outros meios para descer, mas não há. Me pergunto como vim parar aqui. Olho para baixo e novamente a sensação de medo e angústia acompanhados da certeza de que só há uma coisa a ser feita. Estou com certeza em uma prisão sem paredes e a única forma de escapar dali, é saltando.

Me aproximo mais da beirada, junto os pés, o coração começa a acelerar, ergo a cabeça, abro os braços, respiro fundo, fecho os olhos e deixo a gravidade fazer o que ela sabe fazer de melhor. Agora é tarde para voltar atrás. Meu corpo cai livre e solto. O frio na barriga é inevitável. A sensação de insegurança, aterrorizante. Ao meu lado, as paredes laterais da torre sobem cada vez mais rápido e em pouco tempo, estou no meio das nuvens. Por um instante me sinto um pouco melhor. Ficar entre as nuvens, sem noção de onde estou, dá uma falsa sensação de liberdade, um falso bem estar.

Mas logo as nuvens passam e novamente o medo toma conta de mim. Desta vez é mais intenso, pois já consigo ver meu destino. O solo, aquele que antes nem era possível ver, agora estava ali diante dos meus olhos e se aproximando. Sabia agora que estava perto do meu fim e que logo mais tudo aquilo acabaria. Diversos pensamentos passavam pela minha cabeça rapidamente e de repente me veio aquela sensação de que poderia sair dessa situação, que se eu quisesse mesmo com toda minha vontade poderia mudar esta realidade.

Sim, eu posso. Por que não? Eu faço parte dessa realidade, desse mundo. Posso senti-lo. Sim eu consigo senti-lo como o vento que passa por meu corpo. Fechando os olhos consigo sentir mais. Sinto a torre, sinto a luz, os pássaros que voam próximos a torre. É incrível! É como se eles fizessem parte de mim. E fazem! Estamos todos ligados por uma espécie de energia que pulsa.

Agora posso ver. Tão claro quanto o dia ensolarado que está fazendo hoje. Não há porque cair. Não há porque temer morrer. Eu faço parte de todo esse mundo, e todo ele faz parte de mim. Não estou mais caindo. Não quero mais cair. Quero voar. Livre como pássaro. Voar como super-herói de capa, ou como Peter Pan. E por somente querer, estou assim, voando. Leve como uma pena a ser levada pelo vento. A sensação é indescritível. É pura liberdade.

Os pássaros que antes voavam próximos a torre agora me acompanham. Estão tão próximos de mim. Batendo suas asas. Olham-me com um ar de boas vindas. Como estivessem satisfeitos por um amigo ter voltado de uma longa viagem. Continuamos juntos, agora voando sobre a superfície de uma grande lagoa. O espelho de água revela aos meus olhos o que meu ser já tem conhecimento. Estou realmente solto no ar.

Ao prosseguir com minha experiência, me deparo com um campo florido grande e vislumbroso. Formando praticamente um mar de flores de diversas cores e tipos.
Uma área menor com o que aparentam ser dentes-de-leão se destaca no meio deste campo. Como se fosse uma pequena ilha branca. Aproveito para brincar um pouco e dar alguns rasantes entre os dentes-de-leão fazendo suas leves pétalas se soltarem e se espalharem pelo ar. A cena é linda. Por uns instantes lembra a neve. Mas ao invés de cair, flutuam juntos ao ar.

Eis que escuto uma rajada de vento próximo a mim. Um falcão passa em alta velocidade, soltando um grande guincho, me desafiando para uma espécie de duelo de vôo aéreo. Aumento minha velocidade então e começo a segui-lo. Voando por algumas colinas, a ave parece determinada a não perder a liderança, no entanto, consigo acompanhá-lo mesmo voando tão rápido. Suas asas batem de forma harmoniosa e cortam o vento como uma faca. Nossa brincadeira continua e se torna mais emocionante no momento em que penetramos em um bosque. Passando rápido por entre os troncos largos das grandes árvores, ele voa tentando me deixar para trás, mas curiosamente eu já sei todos os seus movimentos. Posso vê-los antes que aconteçam.

Deixando o bosque, ficamos emparelhados. O meu parceiro de vôo me olha profundamente e sinto ele me dar os parabéns. Não por tê-lo alcançado, mas por um mérito muito maior. Algo que não tinha percebido antes. Algo que se não tivesse feito antes, nada disso teria acontecido. Vôo de volta a grande torre e inicio a ascensão ao seu topo. Ao chegar lá, pouso levemente.

De volta ao topo daquela torre vejo que não sinto mais frio. Não sinto mais medo. Não me sinto mais preso. Agora sou livre, posso traçar meu rumo e seguir meu caminho. Mas nada disso seria possível se não estivesse estado ali antes e enfrentado o medo. O medo de mudar. O medo de enfrentar algo que nunca havia enfrentado. De querer sair dali. De querer viver. De querer ser livre.

Agora é hora de procurar e enfrentar outros medos. Pois agora sei para que eles servem e que sem eles a vida não teria sentido. Faço-me ficar leve novamente e meus pés não tocarem mais a torre. E sem saber qual o meu próximo destino, mas com a certeza plena de que em algum lugar chegarei. Inicio meu próximo vôo deixando para trás a alta torre.


Para quem ficou curioso com a música que fez minha mente pulsar e gerar as imagens que descrevo no texo, segue ele para escutar:



PS: Ainda faço um curta desse ímpeto.


Leia mais!

Tô precisando de magia




No final do ano passado (2008), depois de um bom rebuliço que houve na minha vida, tive a felicidade de reaver os laços de convívio com meus primos pernambucanos que a um tempo estavam distantes apesar de morarmos na mesma cidade.

Além desse grande presente, ganhei de bônus da minha prima o som de uma trupe que me conquistou logo de cara com suas músicas de letras pensantes e melodias deliciosas, O Teatro Mágico.

Desde lá tenho ouvido suas músicas constantemente e assistido seus DVDs. Viciei mesmo no negócio. Também não tem como. Hoje por exemplo pela manhã estava meio cabisbaixo com algumas coisas. A vida nem sempre é da forma como a gente quer, não é verdade? E as vezes a gente fica meio inconformado com isso e consequentemente triste.

Mas ai me lembro:

Camarada, d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve
Por enquanto nos deixou
Camarada, viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor

Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor
E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou


Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique toda hora que for

Você é riacho
E acho que teu rio corre pra longe do meu mar
Mar marvado seria o rio
Que correndo do meu riacho
Levaria o que acho
Pra onde ninguém pode achar

Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua, sem a tua companhia?

Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou


E lembro das qualidades que tenho, de como a vida é simples e a gente que complica a coisa e de como é bom viver cada momento único de nossas vidas.
As coisas não estão boas? Não vão como você quer? DANE-SE!!! Vá cantar, respirar, observar, beijar, abraçar, apertar mãos... VAI VIVER CARAMBA!!!

A gente se prende demais as coisas fúteis da vida, podendo se prender as coisas pequenas e que realmente importam.

Não sentiu nada demais? Que tal escutar a música?


Mas e o título desse post? Aaaahhhh sim, é mesmo. É porque nunca mais eles fizeram show aqui em Fortaleza. Estou sentindo falta da magia deles ao vivo, de cantar brincando Zazuleijo, morrer de amores em Ana e o Mar, cortejar com Prato do Dia e outros. Estou pensando seriamente em correr atrás de encontrar uma forma de trazer eles pra cá novamente.


Leia mais!

Energia sob o sol e a lua.



O celular estronda pelo meu quarto o toque de despertar militar tocado em corneta. Cinco horas da manhã. Pela janela passa aquela claridade fraquinha do sol que está por nascer. Desativo o despertador do celular sentado a cama e ainda me admiro como esse toque me faz levantar disposto apesar do susto. Uma rápida alongada ainda na beira da cama faz a energia fluir melhor no corpo e por conseguinte a musculatura acordar. Vou ao banheiro lavar o rosto, escovar os dentes e ao me deparar com minha imagem refletida no banheiro, mentalizo um "bom dia garoto, vamos começar a brincadeira". De volta ao quarto, visto minha roupa, calço o tênis. Cartucheira na cintura, carteira com documentos e o mp3 player. Nada de celular, se alguém me liga a uma hora dessas da manhã pode apostar que o considerarei insano o suficiente para que não atenda-o a esta hora do dia.

Saindo de casa ligo o mp3 player e coloco um som que ajude meu Saika-Tanden (ou Manipura como outros preferem chamar) a vibrar e captar a energia ao meu redor e se harmonizar com ela. E assim começo a caminhar. A cada passo o corpo mostra sua disposição, a energia começa a fluir. Observo as pessoas na rua, aquelas que estão aqui e as que acreditam que ainda estão, umas também caminhando como eu, outras nos seus afazeres domésticos e outras já saindo para o trabalho diário.

E quando a energia começa a fluir com mais intensidade, e o corpo em pleno movimento é que sinto algo diferente. A energia hoje está renovada. É interessante senti-la assim. É como o ar puro e limpo que se respira após uma chuva. Ela vibra, entra e sai do meu corpo físico e astral. É uma ligação única e que resulta em um controle maior do corpo. Um controle que somente neste momento me permite fazer coisas que outra hora não consigo. Os saltos são mais altos assim como as aterrissagens mais suaves. Os rolamentos no chão são redondos e sem danos. O medo de cair ou de se machucar é trocado pela certeza plena de que tais acidentes não irão acontecer.
A musculatura trabalha toda em conjunto como a musculatura de um felino em plena ação. É perfeito e único.

Mas como tudo neste mundo é um ciclo, assim como as ondas que vem e vão no praia, chega o momento de cessar as atividades intensas e começo a desacelerar o rítimo. Cesso com os saltos sobre os obstáculos para em seguida ir diminuindo a velocidade na qual corro. Ao voltar para a caminhada, a respiração continua ofegante, os músculos começam a relaxar e apesar de cansado noto o corpo todo pulsando. Aquela energia ainda corre por ele, porém agora ela o prepara para retornar a essa fase de atividade menos intensa.

A paz se instala, uma sensação de leveza toma de conta de mim. É durante esse momento que olho para o céu e percebo o sinal do motivo daquela energia ter fluido em tão boa harmonia. De um lado o sol do amanhecer com toda sua luz sorri com um brilho único acima da linha do horizonte. Do outro lado a lua ainda se faz presente e com reflexo intenso. O posicionamento dos dois perante a mim, um de cada lado, formando a triangulação perfeita da equação divina. A equação universal que poucos conhecem e que quando presente neste plano produz o equilíbrio da energia vital que nos circunda.

E hoje eu fiz parte dessa equação.


Leia mais!

Puta que lá merda!!!



E ontem eu estava afim de um programa leve, um teatro, cinema ou coisa do tipo.
Acabei indo ao cinema com uma prima e amigos. Não sabia ainda o que íamos assistir. Íamos decidir lá. Dentre as opções que estavam em cartaz e que eu ainda não tinha visto estavam Harry Porter, A Proposta, Halloween - O Início, Mulher Invisível (Deus me livre da Luana Piovanni) e um que até então não tinha ouvido falar, O Contador de Histórias.

O cartaz, branco e com algumas imagens do filme em recorte, passou inicialmente a impressão de que lá iria eu assistir mais um filme água com açúcar novamente. Qual não foi minha surpresa na sala de projeção ao me deparar com uma história dramática, mas ao mesmo tempo envolvente e contada de uma forma única.

Pra você que nunca ouviu falar, olha a sinopse oficial:
Minas Gerais, anos 70. Nascido em uma favela de Belo Horizonte , filho caçula de dez irmãos, aos seis anos de idade Roberto Carlos Ramos foi "escolhido" pela mãe para ser interno em uma situação oficial que, segundo a propaganda da TV, preparava crianças para serem "médicos, advogados, engenheiros".

A realidade se revelou , no entanto bastante diferente para o menino até então criado em uma família e dotado de pródiga imaginação. Apesar das dificuldades em ser alfabetizado, o pequeno Roberto logo aprendeu as leis da sobrevivência na instituição: problema de aprendizado rendia um biscoito, falar palavrão impunha moral, fingir doença, um naco extra de comida. Para driblar a adversidade, Roberto usa seu melhor instrumento: a incrível capacidade de criar situações e imagens para transformar a realidade.

Na adolescência, Roberto muda de instituição onde as leis são ainda mais duras e incluem violência psicológica, castigos corporais e uma total ausência de esperança ou possibilidade de mudança. Roberto e alguns internos logo descobrem o caminho das ruas, das drogas e dos pequenos delitos. Em busca de segurança, Roberto tenta associar-se a um grupo ainda mais violento. Aos 13 anos, ainda analfabeto, depois de mais de 100 tentativas de fuga, separado da família, Roberto carrega o estigma de "irrecuperável".

Em visita à instituição, a pedagoga francesa Margherit Duvas (Maria de Medeiros) aproxima-se de Roberto com duas expressões que jamais lhe foram dirigidas - "com licença" e "por favor". Este foi o começo de uma emocionante e bem-sucedida história de afeto e dedicação que rendem frutos até hoje: Roberto Carlos Ramos, formado em pedagogia é considerado um dos melhores contadores de história do mundo. Depois de formado, voltou à instituição em que cresceu - mas como professor. E já adotou mais de 20 meninos de rua, muitos, de início, "irrecuperáveis", como ele foi.


Acredite, a sinopse apesar de grande e bem reveladora não faz o filme perder seu encanto. Já tinha visto a história de Roberto Carlos Ramos durante sua entrevista no Programa do Jô a um tempão atrás. Difícil é acreditar como uma pessoa que passou por tudo que ele passou, possa ser tão simpática e carismática o quanto ele se apresentou no programa e se apresenta no final do filme enquanto rola os créditos na tela.

Verdadeiramente uma lição de vida e uma prova de que para o verdadeiro amor não há barreiras que não possam ser quebradas. Assista o trailler e pegue o gostinho:



E então? O que ainda está fazendo ai? Desliga logo o computador e vá logo ao cinema. Além de prestigiar o nosso cinema nacional (que está cada vez mais ficando melhor) você ainda vai ver uma excelente história.

Bom filme. ;)

PS: Desculpa o palavrão do título da postagem, mas puta que lá merda que filme bom! Rs.


Leia mais!

E de súbito veio aquele ímpeto e o ímpeto veio de súbito



Comecei e recomecei, e parei e recomecei de novo. Quando chegarei ao fim? Sei lá. Mas parar não vou. Ao menos enquanto o entusiasmo insistir em nascer do nada e por mais que para o nada ele sumir.

Me chamo Elan. O "EL" herdado do nome de minha mãe, Elisabete, e o "AN" do nome do meu pai, Antonio. Por pouco meu nome não é Anel. Sorte minha que eles usaram do bom senso e não deram ouvidos a uma tia que insistia que o nome do pai devia vir em primeiro lugar.

Elan. Não Elano, Alan, Alano, Delano ou até mesmo Elândio como uma vez me chamaram.
Mas o que diabos é Elan?


Aurélio
s.m. (pal. fr.) Arroubo súbito e passageiro. / Entusiasmo; disposição: continuo trabalhando mas sem aquele élan de outrora.

Wikcionário
do Francês, élan. Elã, ímpeto.


O curioso? É que sou exatamente assim, entusiasmado, disposto e com ímpeto, mas algumas vezes é só "fogo de palha". Morro logo. Não termino. Porém as coisas vem melhorando e mudando com o tempo. Noto que a cada avançar do ponteiro consigo melhorar essa falha.

E o que tem haver? Bom, é de mais um desses meus ímpetos súbitos que nasce agora o Ímpeto Súbito, esse blog que acolherá meus pensamentos e opiniões em forma de palavras. Um blog que apesar de estar na internet, um espaço público, não tem o objetivo de se tornar conhecido a grande massa e sim aos amigos e pessoas mais próximas a mim e a quem tenho consideração.

E que esta mais nova empreitada (eita) não seja vítima da minha falha humana e que não caia no esquecimento.


Leia mais!